#43. Uma geração que precisa falar
Das gerações catalogadas pelos gurus do marketing, a Geração X é a que menos fala de si. Mas isso começa a mudar
NÃO SERIA MUITA OUSADIA AFIRMAR que vivemos num mundo desenhado e dominado pela geração baby boom (ou apenas boomer: os nascidos entre 1946 e 1964, no pós Segunda Guerra Mundial). Depois dela segue-se a chamada Geração X (Gen X), que compreende os nascidos entre 1965 e 1979. A próxima leva faz parte da Geração Y ou Millennial (nascidos entre 1980 e 1996), seguida pela Geração Z (entre 1997-2010). Findo o alfabeto latino, a recontagem usa o alfabeto grego, começando pela letra alfa, depois beta, etc.
São designações de gosto duvidoso, sem dúvida; uns estudos de casos com toques sociológicos, elaborados por gurus e experts do marketing em geral, e que servem ao mercado de consumo, em particular o americano. Estes cortes etários são amplamente utilizados por agências de propaganda e estrategistas de mercado para analisar perfis, examinar estilos de vida e tendências de comportamento, não só para vender bugigangas como também para entender as rotinas e processos no mundo do trabalho, passando pela comunicação e resvalando até nas estratégias político-eleitorais.
No Brasil, porém, tais designações geram controvérsia. Por exemplo, se no pós-guerra o Tio Sam experimentou uma enorme onda de prosperidade que ensejou o tal baby boom, ou seja, uma explosão da natalidade na classe média americana, nosso país ainda era predominantemente rural naquele período, uma espécie de vastidão perdida no mapa mundi. O Brasil de 1965 a 79 era muito pobre, semianalfabeto e com grande parte do território inexplorado. No entanto, dentro da faixa mais urbanizada do país — não por acaso onde surge a classe média nacional, expandida por uma crescente industrialização, principalmente no Sudeste —, a designação consegue fazer algum sentido, ao menos por alguma analogia.
O xis da questão
Este artigo trata especificamente da Geração X, ou Gen X, termo cunhado pelo escritor canadense Douglas Coupland no livro “Generation X: Tales for an Accelerated Culture”, de 1991. No entanto, tomo a liberdade de grafar, a partir deste ponto, de geração xis: para facilitar a compreensão e tornar agradável a leitura. Geração xis, fiquemos assim.
Espremida entre boomers e millennials, a geração xis possui características singulares que passaram e ainda passam despercebidas pela arte, em especial a literatura. Hoje, essa geração amadurece e é confundida com seu vizinho cronológico, o boomer. A década preferida dos xis são os anos 1980; a preferida dos boomers são os anos 1970. Dominantes, os boomers impuseram aos xis os mesmos rituais de passagem de sua própria geração, sem no entanto ceder o merecido benefício pelo mesmo sacrifício, pois a vaga já estava ocupada — pelos próprios boomers, claro. De certa forma a xis foi ludibriada, mas, mesmo assim, não se queixou.
A geração xis também poderia se chamar geração trabalho, sem exagero. Na sua primeira leva, ela variou do yuppie bem-sucedido de Wall Street ao fritador de hambúrgueres do McDonald’s nos anos 80. Dos anos 90 em diante, ainda jovem, a geração xis recebe do dito mercado de trabalho a obrigação de entender a informática, nova modalidade a invadir os escritórios. A geração xis foi a primeira a dominar o segredo dos computadores, dos hardwares e softwares, enquanto a produção fabril de cada país do Ocidente era lentamente transferida à China — transferência hoje consolidada —, de modo que o mundo do trabalho foi se tornando, para a geração xis, cada vez mais lógico, analítico e cerebral.
De tanto ser demandada por qualificação (palavrinha onipresente nos anos 90), a geração xis foi a que mais estudou, se não em números absolutos, ao menos em números relativos; ela se preparou mais, principalmente nas profissões mais tecnológicas e especializadas, além de desenvolver uma predisposição ao autodidatismo como nenhuma outra. Essa peculiar ética do trabalho trouxe a reboque, nos xis, uma motivação permanente a “correr atrás”, quase uma lei do universo para eles: qualquer um pode ter ou ser o que quiser, desde que se esforce e faça a sua parte. De preferência sem reclamar, que aliás de nada adianta. Muito cedo o xis entendeu que o mundo nada lhe deve, e que o melhor a fazer é se virar.
Sim, a geração xis sempre foi dura consigo mesma. Por outro lado — e diferente do boomer que a antecedeu —, ela se esqueceu de demonstrar artisticamente todos os seus anseios, desafios e angústias peculiares. Com a experiência que teve e acumula (pois está em plena atividade), falta à geração xis um conjunto significativo, uma expressão do íntimo; enfim, um registro robusto de seus pensamentos mais sinceros. Algo como deitar-se no divã e “botar para fora” de uma vez. Aliás, passa da hora, pois seja na música, na literatura, nos filmes ou nas peças teatrais, falta à geração xis aquele se encarar no espelho e se perguntar “quem, de fato, eu sou?”. O que essa geração tem a dizer não é pouco.
O xis nacional
No Brasil, a história dos xis passa por todo o período de abertura política do pós-ditadura e pelo movimento Diretas Já; passa pela crise de desabastecimento do governo Sarney e pela eleição do presidente-mauricinho Collor, em 89; passa pelo confisco das cadernetas de poupança e pelos caras-pintadas do primeiro impeachment; pela hiperinflação que ensejou trocas sucessivas de moedas, redução de zeros e carimbos em cédulas; e, finalmente, na estabilização econômica via Plano Real e um súbito aumento do poder de compra da população.
Mais: a geração xis viu a internet comercial nascer em 1995 e temeu o bug do milênio; antes, viu o fenômeno do downsizing nas empresas e o enxugamento radical nas folhas de pagamento, inaugurando um festival de desemprego em massa e uma rotatividade maluca nos escritórios, sem contar o fim das grandes empresas familiares. Ela viu o declínio dos velhos donos pioneiros e a ascensão dos executivos impessoais nas companhias, os CEOs crias de Jack Welch. Com efeito, a geração xis tem muito material para trabalhar se quiser contar sua história.
Talvez nenhuma geração seja mais cobrada que a geração xis, sobretudo por si mesma: ela cresce em meio a este turbilhão das transformações tecnológicas em ritmo alucinante, especialmente as da informática e das telecomunicações; ela vê o aparelho elétrico suceder o analógico e o eletrônico suceder a ambos; vê, ainda, o digital atropelar todos os anteriores com súbita violência.
Hoje, na meia-idade, a geração xis suspira de saudade de tudo que foi bom e que não precisava acabar, ao menos não tão rápido, tão veloz: o mundo simplesmente deitou fora muita coisa boa antes de aproveitar tudo o que aquilo tinha a oferecer. Sentimento que talvez sirva de metáfora para si mesma, afinal.
Há exceções
Apesar de algumas manifestações artísticas no cinema e na música, falta à geração xis uma manifestação mais robusta nas artes, principalmente na fatia brasileira dessa geração. Manifestar-se via arte: algo necessário, pois a música, a literatura, o cinema etc. não se limitam apenas ao entretenimento, mas tornam pensáveis a condição humana e servem de espelho, permitem pôr na balança a própria existência e examinar os seus dramas. Representações artísticas servem para enxergarmos, com saudável distanciamento, as circunstâncias e contingências sociais, econômicas, psicológicas etc., que nos impactam de variadas maneiras.
Apesar da escassez de expressões artísticas nesse sentido, a geração xis está toda presente, por exemplo, no livro do escritor Karleno Bocarro, intitulado “As almas que se quebram no chão” (Editora Sator, 2024). Ficção com traços profundamente verossímeis, trata-se de um registro importante, que dá voz e conta a vida comum de parte da geração xis (da qual o autor faz parte), seja no tempo, na disposição ou nas atitudes dos personagens.
Karleno conta uma história densa e com tom introspectivo, apesar da narração em terceira pessoa. A escrita é envolvente e agradável. O romance tem um quê de autobiografia que se sobressai a cada período, o que dá a sensação de realidade, algo na linha aconteceu de verdade.
“As almas que se quebram no chão” conta a história de Marco Dilthey, brasileiro que ganha uma bolsa de estudos para estudar numa decadente Alemanha Oriental em fins dos anos 80. Quando cai o Muro de Berlim, Marco está lá, junto aos alemães, como testemunha ocular das marretas e picaretas que golpeiam o “muro da vergonha”, nas palavras do presidente americano Ronald Reagan. Paredão devidamente demolido (sob o peso de todo o simbolismo histórico que isso representa), os alemães orientais podem atravessar sobre os escombros e conhecer o maravilhoso lado capitalista, regado a Big Macs com Coca-Cola e movido a Mercedes-Benz.
O brasileiro Marco, porém, não atravessa a cidade para devorar um Chicken McNuggets como um neandertal faminto devora uma caça. Ao contrário. Universitário inteligente mas algo relapso, ele se envolve com uns sujeitos nada exemplares do lado vermelho de Berlim. Parte decadente a ser reconstruída, o Wind of Change ainda não soprara direito por lá. (Aliás: inevitável não lembrar da canção dos Scorpions ao ler o livro; dá todo o clima).
Com sua paisagem cinzenta, suja, toda feita de concreto armado como se um Niemeyer decadente a projetasse, a velha Berlim Oriental ainda tem lá seu lado pitoresco. Todo fim de semana Marco tira uns trocados num boteco chamado Fawela, localizado num prédio abandonado com paredes arrombadas a marretadas, cujo dono fora o Partido. Hoje, porém, o edifício e toda aquela parte da cidade não pertencem a ninguém. Está lá, simplesmente: por enquanto desgovernada, a área aguarda apenas a especulação imobiliária capitalista pousar ali e dar o seu jeitinho costumeiro.
O nome Fawela vem bem a calhar. Localizado no subsolo do prédio infecto, “cheirando a merda”, o carro-chefe do botequim é a brasileiríssima caipirinha. Aliás, é o único drink servido no lugar, encarado pela loirada ocidental como um elixir dos deuses. As luzes néon do bar, a colorir as paredes tristes com pintura desgastada, atraem não só os órfãos do velho regime mas uns mauricinhos e patricinhas do lado limpinho do muro recém-demolido: eles querem ter a “experiência” da decadência socialista, nem que seja por uma noite, para depois voltarem à segurança de seu rico lado ocidental com boas histórias para contar.
O dono do boteco Fawela é Bocas, brasileiro brasileiríssimo. Safo, bom de papo (principalmente com as mulheres), o negão Bocas é um sacana forçado — forçado pois frustrado, no fundo — que se vinga da vida perdida via certa malandragem que os alemães desconhecem. Ele usa o bom dinheiro que ganha no boteco e o une ao charme exótico que tem para atrair e transar loirinhas desavisadas — as quais vão lá precisamente para isso, vale dizer. Ali, invisíveis, livres da assepsia comportamental, elas fazem o que bem querem, fora do mundo capitalista e sua moral hipócrita. Uma noite de sexo selvagem com um estrangeiro exótico, tudo regado a muito álcool, maconha e cocaína: tudo faz parte do pacote.
Enquanto isso, Marco Dilthey faz bicos no Fawela. Quer juntar dinheiro o suficiente para voltar ao Brasil. Já desistira de sua experiência como estudante na Universidade Humboldt, algo que não daria mesmo em muita coisa. Convive com Bocas e mais uns puxa-sacos do sujeito, sempre ao redor, cujas vidas eram movidas a trambiques, a fumar e a cheirar. E só.
Marco também conhece Barad, outro brasileiro bolsista cujo maior sonho era ser escritor. Barad namorava Andrea, alemã bonita, fluente em língua portuguesa. Andrea era a paixão secreta de Marco, paixão mais platônica que concreta. Barad, seu rival sem saber, peregrinava por países da Cortina de Ferro, sabe Deus o porquê. Estudara em Moscou em tempos passados e agora zanzava na decadente Berlim Oriental. Era escritor, mas escrevia para a gaveta. Mostrava aqui e ali uns textos soltos, mas nada concluía. Adiava o sonho de publicar. Adiava e adiava…
Marco, por sua vez, faltava enlouquecer com tanta mulher linda, alemãs, russas, tchecas; mas acertar-se mesmo, com nenhuma. Sentia solidão. Talvez fosse introvertido demais, quem sabe tedioso para elas; as moças que se aproximavam dele logo davam um jeito de se afastar. Ele quase descola uma transa com uma delas no quartinho imundo que Bocas lhe cedeu sem ser dono de nada. Quase transar? Sim, numa cena impagável do livro.
O fato é que as mulheres se esquivavam de Marco, justo dele, bom rapaz que não oferecia perigo algum a elas. Vai ver, por isso mesmo. Bocas, ao contrário, este sim fazia mal a elas e pouco ligava: “tudo puta, gostam de rola”, justificava-se, com grande filosofia. Era um predador, o Bocas: pegava e comia. E não consta que as gringas reclamassem.
No fundo, Marco tem asco daquele lugar e daquela vida, mas por uma estranha paralisia não consegue se livrar dali, embora pudesse, a qualquer momento: o lado capitalista estava ali, organizado e convidativo. Ele mesmo fazia incursões na parte burguesa da cidade, às vezes, porém voltava à decadência socialista por uma razão inexplicável, quase demoníaca. Prendia-se ao tal Bocas e sua gangue por puro atavismo estúpido, quando podia sumir dali na hora em que bem entendesse. Bocas nada faria, pois temia a polícia alemã. Seria simples. Por que diabos Marco não o fazia?
No livro, corre o finzinho dos anos 80 e início dos 90. Marco sofria com certo vazio na alma, algo inexplicável. Sentia qualquer ausência tácita, algo que tentou preencher com aventuras gratuitas naquele lugar tão… tão desnecessário para um brasileiro, a Berlim Oriental. Ele não estava ali por ideologia nem qualquer convicção política muito séria; pegou o bonde da oportunidade que lhe apareceu, como resultado de uma tentativa quase boba com resultado inesperado.
Bem, paro aqui para não dar spoilers.
O que há com a geração xis?
Não sem correr algum risco, diria que a geração xis é vítima da síndrome do impostor: age como se pouco ou nada merecessem, mesmo com todo o esforço empregado. Essa geração Coca-Cola — cujos maiores menestréis foram Renato Russo, no Brasil, e Morrissey, no mundo —, ela não aprendeu a se colocar e esqueceu de se impor como devia. Se deixa uma marca no mundo, pouco diz a respeito.
Ainda hoje, a geração xis parece viver sempre em busca de um grande “algo mais”, um “grande prêmio” que jamais acontece; ainda tenta provar uma capacidade de tipo juvenil, o tempo todo, mas a troco de quê? Ela se obriga a eternas performances enquanto os anos passam, cada vez mais velozes.
Na puberdade, a glória da geração xis foi datilografar com todos os dedos, sem “catar milho”; depois, se orgulhou por lidar bem com os computadores; a geração xis fez cursos, cursos e mais cursos — é a geração dos cursos de qualificação — e está sempre “correndo atrás”, o tempo todo a se atualizar e a reciclar o conhecimento, de modo cíclico e frenético. Mas, para chegar onde exatamente?
As gerações posteriores desconhecem tamanha pressão: são presenteados com plataformas intuitivas e mil adaptações convenientes, às vezes beirando a idiotia. Basta passar o dedinho numa tela colorida e acabou-se. Ninguém precisa mais dar um comando no prompt, nem ter medo de ser demitido se apagar o HD. Hoje, as empresas fazem o dobro para que o atual jovem renda abaixo da metade: quanto a estes, proibido mesmo é se preocupar.
Karleno Bocarro faz em seu livro o que Renato Russo fez na Legião Urbana: fala pela geração Coca-Cola, pelos xis. “Voltamos a viver como dez anos atrás / e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...” Sem esquecer Morrissey e seus hinos, seja nos Smiths ou em carreira solo: “I was looking for a job, and then I found a job / And heaven knows I’m miserable now…”
Somente pela arte a angústia dessa geração raramente mencionada pode ser registrada e pensada, em favor de si mesma e das outras gerações. Mas tudo que existe nesse sentido ainda é pouco, muito pouco. Ainda hoje a geração xis luta para que suas almas não se quebrem no chão. Mais do que qualquer outro corte etário, o xis envelhece e precisa finalmente parar e se examinar, sem medo de atingir novas conquistas. A boa notícia é que essa geração ainda pode se dar a devida importância e falar de si, com toda a sinceridade, por meio da arte.
Referência bibliográfica
BOCARRO, Karleno. As almas que se quebram no chão. 3. ed. Brasília, DF: Editora Sator, 2024.
Filigranas
Aos 8 anos, fiz uma brincadeira. Amassei umas lagartas e besouros mais uns bichos de jardim e coloquei tudo numa lata. Depois, enchi com água e umas folhas, tampei e enterrei a lata. Esqueci por um tempo. Meses depois lembrei, desenterrei e abri. Além de um líquido da cor mais feia que já vi na vida, senti o pior fedor da face da terra.
Estranhar é começar a entender, diz Ortega y Gasset. De fato, as pessoas que se perguntam algo são sempre as mais inteligentes. Numa palavra, elas estranham. Pessoas burras nunca se perguntam porque nunca estranham. Pessoas burras estranham apenas a estranheza alheia.
Possível tese de mestrado de um aluno típico numa universidade federal: “As tecnologias do fascismo: os corpos silenciados pelo patriarcado e seus modos de luta”. Posição política inequívoca, certo? Agora, tese de mestrado de um conservador oculto na federal: “A ontologia do ser em Heidegger”. Neutralidade total. Melhor assim: se não for a neutralidade total, inócuo a mais não poder, água com açúcar até, conservador nenhum se forma em federal.
Muito do que hoje se considera Os Conceitos Mais Abalizados da Ciência foi sacado no passado por malucos de pedra talvez bêbados ainda por cima.
Há mulheres tão belas que, ao vê-las em fotografias, não as imaginamos eroticamente. Seria um acinte, são angelicais demais para isso.
Quem disse
“Os artistas têm reservas surpreendentes de alegria criadora. Muitas vezes, quando o ambiente social mais se afunda na apagada e vil tristeza que vem da falta de dinheiro, das dificuldades da vida, das incertezas aflitivas da situação, é que eles, aliás as primeiras vítimas dessas depressões, mais sentem a necessidade de afirmar bem alto aos homens entristecidos a preexcelência das criações espirituais desinteressadas.”
— Manuel Bandeira
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“O conhecimento prático não pode ser nem ensinado nem aprendido, apenas comunicado e adquirido. Ele existe única e exclusivamente na prática, sendo possível sua aquisição através de um relacionamento com um mestre — e não porque um mestre pode ensiná-lo (de fato ele não pode), mas devido ao motivo de que sua aquisição se dá após um contato contínuo com alguém que o pratica constantemente.”
— Michael Oakeshott
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“A maior cortesia que um autor pode ter para com o seu público é a de jamais lhe dar o que as pessoas esperam, mas sim aquilo que ele próprio, em cada um dos degraus da própria e da alheia formação cultural, considera correcto e útil.”
— Goethe
Direto do almoxarifado
O homem de gênio e o talentoso
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